Mais um ano, mais um lançamento da
Ubisoft.
Assassin’s Creed
Unity vem aí para PC, após um momento muito turbulento no qual a empresa quase
deixou os fãs da série e usuários do
Steam na mão com
a retirada do jogo da loja do Gabe. Mas no final, tudo acabou bem e a galerinha vai poder
aproveitar o coop para quatro jogadores na revolução francesa e abusar em ser
“l’assassin”.
Mas enquanto o dia não acaba e Unity não chega, ‘bora dar uma olhada na série:
Enredo
Assassin’s Creed é uma série de games e outros títulos da
Ubisoft, focando primordialmente num confronto milenar entre dois grupos que
estavam nas sombras de todo acontecimento histórico: Os Assassinos e os
Templários. Os jogos exploram as dinâmicas e características destes dois
grupos, colocando os Templários como antagonistas, que traçam planos para
submeter a raça humana a uma ordem para que não se tenha o caos, enquanto os
Assassinos combatem essas figuras de poder, acreditando que o caminho correto
do homem é ser livre.
Assassin’s Creed
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Altair dando um passeio em Jerusalém |
O primeiro jogo da série se inicia com o personagem moderno
Desmond, servindo de cobaia para reviver através de lembranças de seus
antepassados a época do mestre assassino Altair, nas épocas da grande cruzada.
O primeiro game é tido por muitos como repetitivo, mas no geral é um bom jogo
com uma história sólida e jogabilidade divertida. Destaque para a luta final de
Altair.
Assassin’s Creed 2
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Ezio, um assassino Italiano (pouco) discreto. |
Seguindo de onde o gancho (cliffhanger) da história de Desmond Miles
parou, AC2 é tido por muitos fãs da série como o melhor por apresentar um
contexto histórico italiano e um novo antepassado, Ezio Auditore. O jogo se
desenvolve num ritmo mais lento que o seu antecessor, explorando a vida de Ezio
até ele se tornar um vingador e, por fim, um assassino, intercalando com o
próprio progresso de Desmond nos tempos modernos. Com AC2 iniciou-se também a
inserção de personagens históricos como Leonardo Da Vinci em papéis de suporte
ou secundários na trama, além de mais tipos de quebra-cabeças que revelavam
interferências de templários e assassinos no decorrer da história humana.
Assassin’s Creed Brotherhood
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Ezio chamando os amigos pra chegarem de voadora nas brigas. |
Mais uma continuação direta, dessa vez até mesmo do
seguimento histórico, A Irmandade dos Assassinos continua em ascensão, até o
ponto em que Ezio se vê como líder desses “defensores da liberdade” e o jogador
passa a ficar encarregado de recrutar membros e treiná-los. A série termina com a melhor reviravolta (plot twist) e o mais cruel dos ganchos, deixando os fãs clamando por
uma continuação enquanto presenciam a aparição de um novo tipo de personagem: A
Primeira Civilização. Brotherhood ainda foi o jogo da série que iniciou as
partidas de multiplayer nos títulos.
Assassin’s Creed: Revelations
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Provavelmente o mais fraco da série, Revelations apelou para dois protagonistas e uma história desnecessária... |
Após os eventos de Brotherhood, Desmond é obrigado a reviver
tanto o seu passado como Altair quanto o final de vida de Ezio para sair de um
coma. Dessa forma, nesse game não há ações nos dias presentes e o ambiente
deixa de ser a Itália, tendo em vista a mudança de Ezio para Constantinopla em
sua busca pelo conhecimento do grão mestre Altair. AC:Revelations introduz
muitos elementos novos para série (e que são posteriormente descartados) como
um modo de tower defense, muitos tipos de bombas, um gancho para se fazer
tirolesa e até mesmo um paraquedas. Este é o último episódio da série em que
Altair e Ezio aparecem, finalmente encerrando o ciclo desses dois personagens e
descobrindo um pouco mais sobre a Primeira Civilização e seus artefatos.
Assassin’s Creed 3
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Connor: Provavelmente o mais violento protagonista da série |
Desmond e sua trupe continuam na trilha atrás das peças do
Eden, artefatos mágicos da Primeira Civilização que conferem poderes distintos
aos usuários, sendo obrigados a revisitarem a memória de um descendente da
família Miles para saber onde exatamente está escondida a peça. Para tal,
Desmond encarna a versão do assassino britânico Haytham e, depois de mais uma reviravolta excelente, para o seu filho bastardo nas colônias americanas: o
nativo Connor. Similar a Ezio, Connor vai aos poucos se tornando um Assassino
conforme cresce, mesclando suas habilidades tribais com os ensinamentos de seu
mentor até o derradeiro embate com os templários na Guerra Civil Americana
(Secessão). Após ter vivido como Connor,
Desmond encontra a peça que faltava e a história dos dois chega a um fim bem
clichê.
Assassin’s Creed 4: Black Flag
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Faça o que quiser pois piratas são livres. Você é um pirata! |
O primeiro jogo em que o protagonista não é o personagem
Desmond, mas o próprio jogador; Black Flag é tido como um dos mais divertidos
jogos da série, apesar de ser o que menos tem características de Assassin’s
Creed. O jogo é basicamente um Piratas do Caribe, se passando no... Caribe. O
game traz a tona o pirata pai de Haytham e explora uma metalinguagem no qual o
jogador faz parte de uma empresa de jogos tentando transformar essas memórias
em um produto para ser vendido. Bom, a história não é das melhores, mas é um
ótimo jogo de piratas e o primeiro a considerar um lado mais cinza nessa guerra secular entre luz e escuridão que é Assassinos contra Templários.
E é isso aí galera, tem mais títulos da série (Liberations, Freedom Cry e vários títulos de portáteis), mas tentei dar uma abordada rápida nos principais. Não se esqueçam que venha aí também o Rogue para playtation 3 e xbox 360 (agora, junto com AC Unity), chegando em 2015 a versão de PC!